Décimo Dia em Portugal (20110106): A Paisagem Cultural de Sintra

Ontem, 6/1/2010, fomos a Sintra. Tenho azar com essa cidade. É chegar perto dela, começa a chuviscar e a formar uma neblina tão densa que parece que estou em Paranapiacaba, nos piores dias da cidade ao pé da Serra do Mar. Ontem não deu outra. Foi chegar perto de Sintra a chuva apertou, depois virou um chuvisqueiro, on and off, e, na serra, onde ficam algumas das principais atrações, não se via mais nada…

Mesmo assim, não desistimos. Compramos um bilhete combo (17.00 + 13.00), que dava direito a visitar quatro atrações: o Parque e Palácio da Pena, o Castelo dos Mouros, pertinho do Parque e Palácio da Pena, o Parque e Palácio de Monserrate, e o Convento dos Capuchos – a  chamada “Paisagem Cultural de Sintra”.

Essa paisagem foi, nos dizeres do mapa, “a primeira área classificada pela UNESCO, na Europa, em 1995, como Paisagem Cultural – Património da Humanidade”.

Primeiro visitamos o Parque e Palácio da Pena.

Já na entrada, senti-me roubado. Depois de passar pela entrada, fomos informados de que a ida até o Palácio demoraria uns 10 minutos a pé – morro acima, debaixo de chuvisco. Mas que havia um “bondinho” (na verdade, um ônibus fantasiado de bonde) que, por 2 Euros por pessoa, nos levaria até lá.

Senti-me roubado (agora só meio roubado) uma segunda vez ao chegar no pé do palácio. Não havíamos tomado café. Procuramos a cafetaria. Era remota, num segundo andar em cima da loja. Lá, não havia quase escolha – e tudo custava 2.20 Euros: café, chocolate, salgado. (Não havia pastéis de nata nem nada doce). Pagamos 8.80 Euros por um café da manhã que, na Pastelaria Funchal, em Odivelas, teria saído por menos de 5.00 – com mais opções.

O castelo é muito bonito – mas meio mal cuidado. Muita coisa nos vários cômodos, descrições aptas e informativas… Até o penico real estava à mostra. Espelhos enormes e magníficos! O banheiro da rainha tinha até privada com descarga e bidê. Chiquérrimo.

Quanto ao parque, pareceu-me lindo, mas a neblina nos impedia de ver longe.

Na lojinha havia fotos do palácio em dias limpos, de sol, que indicavam que “on a clear day, one can see forever” lá de cima. Senti não estarmos num dia desse tipo. Perdemos a vista magnífica.

Eis como o panfleto descreve o palácio e o parque:

“O Parque e o Palácio da Pena são o expoente máximo, em Portugal, do Romantismo do séc. XIX. Constituem o mais importante pólo da Paisagem Cultural de Sintra – Patrimônio Cultural Mundial, conforme decreto da UNESCO. O Parque é ambiente natural de rara beleza e importância científica, notável como projecto paisagístico de transformação de uma Serra, à data escalvada, num arboreto integrando diversos jardins históricos. Ocupa cerca de 85 hectares que beneficiam de especiais condições geológicas e climáticas.”

A monarca que construiu o Palácio foi Dona Maria II, que reinou de 1834 a 1853. O último monarca a habitar o Palácio foi Dom Manuel II, que reinou de 1908 a 1910 (ano da Proclamação da República Portuguesa).

Depois fomos ao Castelo dos Mouros.

Novamente, da entrada do parque até a porta do Castelo, mais ou menos um quilômetro – de subida íngreme. Desta vez, sem bondinho. Confesso que estaria disposto a pagar 2 Euros por pessoa para não precisar percorrer o trecho. Cheguei ao castelo já cansado… E meio molhado pelo chuvisco.

Pior: a neblina impedia a gente até de tirar fotos das muralhas, mesmo estando perto.

Gastamos mais de uma hora para percorrer a maior parte do castelo, subindo escadinha para cá, descendo escadinha para lá, todas elas estreitas e com degraus de pedras muito irregulares. O vento forte, por vezes, quase nos jogava escada abaixo.

O castelo é assim descrito no panfleto: “Fortificação militar que remonta ao séc. IX, período de ocupação muçulmana do território. A sua função seria de atalaia, pela sua posição privilegiada face à vigilância da linha de costa e de Lisboa”.

Terminamos a visita por volta das 15h. E desistimos de ir visitar as outras duas atrações. O bilhete vale por dois dias, de modo que, se for o caso, voltamos lá no dia seguinte.

De lá fomos até o Cascais Shopping, almoçamos num restaurante descrito como “Israelense e do Oriente Médio” (chamado Joshua’s Shoarma Grill), e fomos ao cinema, assistir The Tourist, com Johnny Depp e Angelina Jolie (o nome dele aparece primeiro nos créditos). Divertido, se a gente considerar como comédia.

Na saída, a Paloma comeu um temaki (aqui chamado de noori), no restaurante Noori Sushi – descrito como o primeiro restaurante de “comida japonesa fastfood, ou à mão, em Portugal”. Depois, rumamos para casa (i.e., o hotel) – debaixo de chuva.

Eduardo

Em Lisboa, 07 de Janeiro de 2011. (Ainda não decidimos se vamos voltar a Sintra hoje, o nosso último dia inteiro em Lisboa).

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About Eduardo Chaves

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