Lugares que eu conheço que são Patrimônio Cultural da UNESCO

Abaixo, a lista dos lugares que já tive o privilégio de conhecer que são designados como Patrimônio Cultural da UNESCO.

Ajudou-me a elaborá-la o site http://www.takingitglobal.org (dos meus amigos Michael Furdyk e Jennifer Corriero):

[x]  Austria, Historic Centre of the City of Salzburg
[x]  Austria, Historic Centre of Vienna
[x]  Austria, Palace and Gardens of Schönbrunn
[x]  Austria, Wachau Cultural Landscape
[x]  Brazil, Atlantic Forest South-East Reserves
[x]  Brazil, Brasilia
[x]  Brazil, Historic Centre of Salvador de Bahia
[x]  Brazil, Historic Centre of São Luís
[x]  Brazil, Historic Town of Ouro Preto
[x]  Brazil, Pantanal Conservation Area
[x]  Canada, Historic District of Québec
[x]  Chile, Historic Quarter of the Seaport City of Valparaíso
[x]  China, Historic Centre of Macao
[x]  China, Imperial Palaces of the Ming and Qing Dynasties in Beijing and Shenyang
[x]  China, Imperial Tombs of the Ming and Qing Dynasties
[x]  China, The Great Wall
[x]  Cuba, Old Havana and its Fortifications
[x]  Czech Republic, Historic Centre of Český Krumlov
[x]  Czech Republic, Historic Centre of Prague
[x]  Ecuador, City of Quito
[x]  Finland, Suomenlinna, Viapori-Sveaborg in Helsinki
[x]  France, Historic Centre of Avignon
[x]  France, Paris, Banks of the Seine
[x]  France, Strasbourg – Grande île
[x]  Greece, Acropolis, Athens
[x]  Israel, Masada
[x]  Israel, Old City of Jerusalem and its Walls
[x]  Italy, Assisi, the Basilica of San Francesco and Other Franciscan Sites
[x]  Portugal, Cultural Landscape of Sintra
[x]  Portugal, Historic Centre of Évora
[x]  Portugal, Historic Centre of Guimarães
[x]  Portugal, Historic Centre of Oporto
[x]  Portugal, Monastery of Alcobaça
[x]  Portugal, Monastery of Batalha
[x]  Portugal, Monastery of the Hieronymites and Tower of Belém in Lisbon
[x]  Turkey, Historic Areas of Istanbul
[x]  United States, Independence Hall
[x]  United States, La Fortaleza and San Juan Historic Site in Puerto Rico
[x]  United States, Monticello and the University of Virginia in Charlottesville
[x]  United States, Statue of Liberty
[x]  Vatican, Historic Centre of Rome, the Properties of the Holy See in that City Enjoying Extraterritorial Rights and San Paolo Fuori le Mura
[x]  Vatican, Vatican City

Em Lisboa, 07 de Janeiro de 2011

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Décimo Dia em Portugal (20110106): A Paisagem Cultural de Sintra

Ontem, 6/1/2010, fomos a Sintra. Tenho azar com essa cidade. É chegar perto dela, começa a chuviscar e a formar uma neblina tão densa que parece que estou em Paranapiacaba, nos piores dias da cidade ao pé da Serra do Mar. Ontem não deu outra. Foi chegar perto de Sintra a chuva apertou, depois virou um chuvisqueiro, on and off, e, na serra, onde ficam algumas das principais atrações, não se via mais nada…

Mesmo assim, não desistimos. Compramos um bilhete combo (17.00 + 13.00), que dava direito a visitar quatro atrações: o Parque e Palácio da Pena, o Castelo dos Mouros, pertinho do Parque e Palácio da Pena, o Parque e Palácio de Monserrate, e o Convento dos Capuchos – a  chamada “Paisagem Cultural de Sintra”.

Essa paisagem foi, nos dizeres do mapa, “a primeira área classificada pela UNESCO, na Europa, em 1995, como Paisagem Cultural – Património da Humanidade”.

Primeiro visitamos o Parque e Palácio da Pena.

Já na entrada, senti-me roubado. Depois de passar pela entrada, fomos informados de que a ida até o Palácio demoraria uns 10 minutos a pé – morro acima, debaixo de chuvisco. Mas que havia um “bondinho” (na verdade, um ônibus fantasiado de bonde) que, por 2 Euros por pessoa, nos levaria até lá.

Senti-me roubado (agora só meio roubado) uma segunda vez ao chegar no pé do palácio. Não havíamos tomado café. Procuramos a cafetaria. Era remota, num segundo andar em cima da loja. Lá, não havia quase escolha – e tudo custava 2.20 Euros: café, chocolate, salgado. (Não havia pastéis de nata nem nada doce). Pagamos 8.80 Euros por um café da manhã que, na Pastelaria Funchal, em Odivelas, teria saído por menos de 5.00 – com mais opções.

O castelo é muito bonito – mas meio mal cuidado. Muita coisa nos vários cômodos, descrições aptas e informativas… Até o penico real estava à mostra. Espelhos enormes e magníficos! O banheiro da rainha tinha até privada com descarga e bidê. Chiquérrimo.

Quanto ao parque, pareceu-me lindo, mas a neblina nos impedia de ver longe.

Na lojinha havia fotos do palácio em dias limpos, de sol, que indicavam que “on a clear day, one can see forever” lá de cima. Senti não estarmos num dia desse tipo. Perdemos a vista magnífica.

Eis como o panfleto descreve o palácio e o parque:

“O Parque e o Palácio da Pena são o expoente máximo, em Portugal, do Romantismo do séc. XIX. Constituem o mais importante pólo da Paisagem Cultural de Sintra – Patrimônio Cultural Mundial, conforme decreto da UNESCO. O Parque é ambiente natural de rara beleza e importância científica, notável como projecto paisagístico de transformação de uma Serra, à data escalvada, num arboreto integrando diversos jardins históricos. Ocupa cerca de 85 hectares que beneficiam de especiais condições geológicas e climáticas.”

A monarca que construiu o Palácio foi Dona Maria II, que reinou de 1834 a 1853. O último monarca a habitar o Palácio foi Dom Manuel II, que reinou de 1908 a 1910 (ano da Proclamação da República Portuguesa).

Depois fomos ao Castelo dos Mouros.

Novamente, da entrada do parque até a porta do Castelo, mais ou menos um quilômetro – de subida íngreme. Desta vez, sem bondinho. Confesso que estaria disposto a pagar 2 Euros por pessoa para não precisar percorrer o trecho. Cheguei ao castelo já cansado… E meio molhado pelo chuvisco.

Pior: a neblina impedia a gente até de tirar fotos das muralhas, mesmo estando perto.

Gastamos mais de uma hora para percorrer a maior parte do castelo, subindo escadinha para cá, descendo escadinha para lá, todas elas estreitas e com degraus de pedras muito irregulares. O vento forte, por vezes, quase nos jogava escada abaixo.

O castelo é assim descrito no panfleto: “Fortificação militar que remonta ao séc. IX, período de ocupação muçulmana do território. A sua função seria de atalaia, pela sua posição privilegiada face à vigilância da linha de costa e de Lisboa”.

Terminamos a visita por volta das 15h. E desistimos de ir visitar as outras duas atrações. O bilhete vale por dois dias, de modo que, se for o caso, voltamos lá no dia seguinte.

De lá fomos até o Cascais Shopping, almoçamos num restaurante descrito como “Israelense e do Oriente Médio” (chamado Joshua’s Shoarma Grill), e fomos ao cinema, assistir The Tourist, com Johnny Depp e Angelina Jolie (o nome dele aparece primeiro nos créditos). Divertido, se a gente considerar como comédia.

Na saída, a Paloma comeu um temaki (aqui chamado de noori), no restaurante Noori Sushi – descrito como o primeiro restaurante de “comida japonesa fastfood, ou à mão, em Portugal”. Depois, rumamos para casa (i.e., o hotel) – debaixo de chuva.

Eduardo

Em Lisboa, 07 de Janeiro de 2011. (Ainda não decidimos se vamos voltar a Sintra hoje, o nosso último dia inteiro em Lisboa).

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Nono Dia em Portugal (20110105): Forum de Almada

Ontem nos levantamos tarde. O dia estava feio, fechado e chuvoso: não era um bom dia para ir a Sintra. Resolvemos ficar até mais tarde no quarto e ir ao Forum, Shopping Center de Almada, do outro lado do Tejo. Daqui lá se vai rápido fora da hora do rush da tarde: 10 a 15 minutos de carro.

O shopping é uma gracinha (e, acima de tudo, tem estacionamento grátis). Tomamos café com pastel de nata, andamos para baixo e para cima, comprei cinco CDs da Marisa na Fnac (em oferta), comprei duas calças em oferta na Zara, comemos (light), tomamos sorvete, fomos ao cinema, comemos de novo e fomos ao Jumbo (do Grupo Pão de Açúcar). No cinema, vimos Burlesque, com Cher e Christina Aguillera. Gostamos. À noite, aqui no quarto, vimos, no UOL, uma  matéria que dizia que o filme está em primeiro lugar na lista dos piores filmes do ano passado. Discordo. É verdade que não é uma obra prima que agrade os insuportáveis críticos de arte, mas é um filme gostoso de assistir.

Duas coisas interessantes.

Primeira: Nos supermercados (Continente e Jumbo) temos passado naquelas filas “self service”. Há uma máquina, que você mesmo manuseia, escaneando seus produtos. Depois você escolhe na tela (touch screen) a opção de pagamento (cartão de crédito, cartão de débito, dinheiro, etc.), paga e vai embora sem precisar ter contato com um funcionário do estabelecimento (a menos que dê algum problema – algo que vimos acontecer com muita gente).

Segunda: Resolvi testar os ATMs, retirando dinheiro (Euro, naturalmente) com meu cartão de crédito do Santander. Funcionou perfeitamente. No ano passado paguei contas na Fnac com meu cartão de débito do Itaú. O débito caía imediatamente na minha conta, já convertido em reais. Globalização  bancária a pleno vapor.

Voltamos para o hotel perto das 22h, ainda sob chuva. Dia “uneventful”. Por causa disso, post curtinho.

Vamos ver se dá para ir a Sintra hoje. O dia está fechado, mas não está chovendo.

Em Lisboa, 06  de Janeiro de 2011.

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Uma Notinha Sobre o Oceanário

Hoje tivemos mais uma experiência, digamos, lusitana em Lisboa…

Na entrada do Oceanário, quando fomos comprar os bilhetes, havia a opção de alugar um “audio guia”. Por 2,50 Euros podíamos levar ao passeio um aparelho parecido com um controle remoto desses bem grandes, cheio de comandos, e com um pequeno auto-falante na parte superior, para ser colocado perto de um dos ouvidos.

Ele funcionava da seguinte forma: durante o passeio, ao encontrar um símbolo em forma de fone de ouvido acompanhado de um número, bastava digitar o número que era possível ouvir uma gravação explicando algo sobre aquele ponto do passeio dentro do oceanário. Bastante interessante…

Resolvemos, no entanto, alugar apenas um, que ficaria comigo. Assim eu iria comentando com o Edu o que estivesse ouvindo. [Na verdade o Edu preferiu alugar apenas um pois sabia que eu ficaria comentando com ele o que estivesse ouvindo, mesmo que ele estivesse ouvindo a mesma coisa…].

Quando o Edu pediu o aparelho na bilheteria a atendente, portuguesa, informou que seria necessário deixarmos algum documento em garantia, para retirar o equipamento. Antes mesmo de o Edu retirar o passaporte, ela já foi logo dizendo que não poderia ser o passaporte, pois ela não poderia reter esse documento com ela… Então explicamos a ela que só tínhamos o passaporte, e perguntamos se não haveria alguma solução possível.

Foi quando ela nos surpreendeu com uma solução inusitada… Ela disse que poderia tirar uma cópia da folha de rosto do passaporte para usar como garantia. Confesso que na hora fiquei meio confusa… Achei que ela deixaria a cópia do passaporte conosco e reteria o original, mas ela já havia dito que não poderia reter nosso passaporte…

Enfim, entregamos o meu passaporte. Então ela tirou uma cópia da folha de rosto e nos devolveu o documento original. Em seguida ela explicou que na saída passaríamos dentro da lojinha que vende lembranças do Oceanário. Lá dentro deveríamos entregar o “audio guia” para recuperar a cópia (???) do passaporte. Ela ainda enfatizou que aquela cópia era a garantia de que devolveríamos o equipamento…

Saí da bilheteria sem acreditar na brilhante a solução encontrada… Ao final do passeio procuramos o balcão na lojinha e entregamos o equipamento. Em seguida a atendente nos entregou a tão valiosa cópia do meu passaporte… Ufa! Que bom que eu consegui recuperar o documento, sem o qual eu… Eu… Eu provavelmente continuaria vivendo, como já havia vivido até entrar no Oceanário… Alegre

Depois o Edu aventou a possibilidade de o Oceanário denunciar à Imigração as pessoas que levassem o aparelho, de modo que não conseguiríamos sair do país sem devolvê-lo (e provavelmente sem responder a um Processo por isso). Será???

De qualquer forma, eu não levaria o equipamento…

Paloma

Em Lisboa, 04 de janeiro de 2011.

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Oitavo dia em Portugal (20110104): Espaço Vasco da Gama novamente

Hoje voltamos ao Espaço Vasco da Gama, ao qual já havíamos ido em 30/12. Novamente o dia estava chuvoso – mas resolvemos não nos deixar intimidar pelo tempo. Em outro contraste com a visita anterior, desta vez só usamos o Shopping Vasco da Gama para estacionar e, no final do dia, comprar pão, Coca Cola e chocolate no Supermercado Continente, que fica no sub-solo.

Primeiro fomos ao Pavilhão do Conhecimento – Museu de Ciência Viva – um espaço enorme, gigantesco, mesmo – até parece exagerado o tamanho: parece não haver tanto ali que justifique tanto espaço. Mas vimos três exposições.

Primeiro, uma exposição muito interessante sobre sexualidade, destinada a pré-adolescentes. Havia uma escola visitando a exposição, de modo que nos misturamos com a meninada de por volta de 12 anos. Eles se divertiram, mas nós também. Muito bem feito o material, bastante explícito, sem meias palavras, eufemismos e subterfúgios. Os desenhos ilustrativos eram fantásticos.

Depois dessa exposição, visitamos outra, sobre a Amazônia. Um grupo de pintores, desenhistas, fotógrafos, e jornalistas portugueses, acompanhados de uma médica, passaram 15 dias na Amazônia brasileira, de 26 de Dezembro de 2009 a 10 de Janeiro de 2010. Ali fotografaram, pintaram, desenharam, e escreveram sobre as condições daquela parte do nosso país. Imagens e palavras duras para nós brasileiros, muitas vezes, mas apresentadas em tom bastante construtivo. Muito bonita a exposição.

Depois dessa, visitamos a exposição de que a Paloma gostou mais… Não queria deixar o lugar. Era uma exposição bastante interativa sobre experimentos científicos, quebras cabeças, fenômenos inesperados. A Paloma parecia uma guriazinha correndo de um brinquedo para outro, resolvendo quebra-cabeças, lidando com os experimentos interativos. A julgar pela reação dela, a exposição é um sucesso absoluto.

Tomamos lanche na cafetaria do próprio museu. Comemos sopa e sanduiche, acompanhados de suco (Paloma) e cerveja (eu).

Depois do almoço fomos ao Oceanario. Uma realização fantástica. Já vi muitos aquarios e oceanarios, mas este foi o mais impressionante. Só lamentei que fosse proibido tirar fotos com flash e que o local fosse bem escuro. Assim, minhas fotos saíram muito ruins. Felizmente o iPhone 4 da Paloma permitiu tirar algumas fotos melhores e fazer alguns filmes legais.

Depois do Oceanario, demos uma volta no Teleférico de mais oui menos 1,5km, que vai de perto do Oceanario até a  Torre Vasco da Gama. Bela vista – apesar do chuvisco que deixava gotinhas nos vidros (acrílicos) dos carrinhos suspensos.

Na sequencia, o Cassino de Lisboa… Magnífico, lindo mesmo. A Paloma ficou entusiasmadíssima, querendo aprender os diferentes jogos. O cassino tinha uns folhetos que explicavam as regras dos principais jogos, de modo que acabamos aprendendo algumas coisas novas e interessantes. Felizmente ela desistiu da idéia de jogar um pouquinho…

Por fim, passamos pela Estação Oriente e, em seguida, pelo Supermercado Continente, no Shopping.

Na volta, pegamos um congestionamento de uma hora, decorrente de um acidente que bloqueou três das quatro faixas de trânsito via expressa, no rumo do aeroporto. Mas finalmente chegamos no hotel sem problemas.

Aqui no quarto, fizemos um festival gastronômico com pão francês, presunto cru (tipo Parma), queijo de cabra, vinho (de dois tipos), Coca-Cola e, de sobremesa, chocolate… Melhor do que um banquete…

Enquanto comíamos, nossa televisão apresentou problemas. O rapaz do hotel veio e trocou por uma outra, que está funcionando direitinho…

Hoje cedo completou-se a primeira semana inteira de permanência nossa em solo lusitano. No dia 8 cedo rumamos para Londres. O tempo passa rápido, mas estamos com saudades dos filhos e dos demais parentes.

É isso por hoje. Nenhuma foto digna de incluir no post.

Eduardo

Em Lisboa, 4 de Janeiro de 2011.

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Sétimo Dia em Portugal (20110103): Elogio à Preguiça e Visita à Adelaide

Ontem, Segunda-Feira, dia 3/1, foi o nosso sétimo dia em Portugal. Foi um dia preguiçoso. Exceto à noite, não fizemos nada. Acordamos tarde, conversamos sobre o passeio à Serra da Estrela, revisamos os blogs escritos no hotelzinho em Seia, e só saímos para comer alguma coisa frugal no shoppinho Twin Towers por volta das 14h. Voltamos para o hotel, e mais preguiça – para compensar os dois dias anteriores, em que tivemos pouco tempo para parar e descansar do árduo dever de nos divertir…

No Twin Towers comprei um livro, que comecei a ler. Estou gostando muito. Chama-se A Felicidade de Aprender – E como ela é Destruída, de um autor francês, François de Closets. Foi escrito, originalmente, em 1996, com o título de Le Bonheur d’Apprendre. As informações editoriais não esclarecem se o original já trazia o subtítulo – ou se ele é um acréscimo lusitano para tornar explícito o conteúdo do texto. (Se for, poderia ter sido mais explícito ainda: quem destrói a felicidade de aprender é, segundo, o autor, a instituição que deveria promovê-la: a escola). Vou procurar escrever um post sobre o alguns temas do livro no Liberal Space.

À noite fomos jantar com nossa amiga Adelaide Franco, em Almada. Ela gentilmente veio nos pegar no hotel (e, depois, veio nos trazer de volta). A Adelaide é responsável pela área da educação da Microsoft Portugal. Conheço-a há vários anos e gosto muito dela. Aprecio seu jeito franco e até mesmo despachado, que nunca deixa de dizer o que pensa e, no mais das vezes, aquilo que é preciso dizer, mas que a gente às vezes tem receio de dizer para não causar mal-estar.  

A Adelaide mora em Almada, uma cidade que, do outro lado do Tejo, é, de certo modo, a outra face de Lisboa. Acabou de mudar para um novo apartamento, lindo. Preparou-nos um delicioso jantar de bacalhau à sua própria moda, com camarões, espinafre, e batata-palha, levado ao forno. Estava delicioso. De sobremesa, apfelstrudel, receita da casa, também magnífico. Tudo regado a um bom vinho alentejano da Casa do Pó. Quase me esqueci de dizer que, de entrada, havia queijos e presuntos – que, por si só, teriam me deixado plenamente satisfeito.

Obrigado pelo jantar e pela deliciosa companhia, Adelaide.

Hoje teremos de enfrentar a tarefa turística (quase escrevi durística) mais seriamente. Ainda queremos voltar ao Espaço Vasco da Gama, para ver o que não vimos antes, em especial o Pavilhao do Conhecimento e o Oceanario. A Paloma também quer ver o cassino, visto que nunca esteve em um. Acho que é isso que faremos hoje. Espero que o tempo permita.

O outro item na agenda turística é Sintra. Já estive lá, mas não visitei os palácios – que é algo semelhante a ir a Roma e não ver o Papa…

Por falar em Papa, assisti, ontem, na casa da Adelaide, um programa na RTP, em que era entrevistado um padre polonês (ou polaco, como se diz aqui) que está trabalhando no processo de beatificação / santificação do Papa João Paulo II. Muito interessante o documentário.

É isso. Vou ver se consigo motivar a Paloma a escrever mais alguma coisa, em especial sobre o Zoo. Sei que ela está pesquisando coisas na Internet sobre o Zoo de Lisboa, que visitamos no dia 31/12…

Eduardo

Em Lisboa, 4 de Janeiro de 2011. 

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Sexto dia em Portugal (20110102): Final do Passeio à Serra da Estrela

Hoje, no segundo dia do novo ano, acabamos nos levantando tarde: cerca de 10h. Eu, como disse no post anterior, acordei às 4h, fiquei escrevendo até às 6h e pouco, resolvi cochilar um pouco e só acordei um pouco antes das 10h.

Acordei a Paloma, tomei um banho rápido, e fomos tomar café na cafetaria em frente ao hotel. O Fernando, que já havia ficado uma  vez no hotel, e é bom português, arrumou uma encrenca com o dono e gerente do hotel, o tal Martins, quando perguntou onde era que se tomava o pequeno almoço. O dito cujo, meio mal-criado e totalmente mal-humorado, respondeu que poderia se em qualquer lugar, visto que o pequeno almoço não estava incluído na diária. Para incluir o café da manhã no preço da estadia, disse ele, ele teria de ter cobrado 2,50 Euros a mais por pessoa… (o que seria razoavelmente barato). O Fernando contestou, dizendo que já havia ficado no hotel no passado e que a diária incluía o café da manhã. Depois de baterem boca por uns minutos, o velho português pegou uma nota de 10 Euros e deu ao Fernando para que fôssemos tomar o café da manhã onde quiséssemos… Fomos à cafetaria em frente.

Na cafetaria havia uns pãezinhos com manteiga exatamente como no Brasil. Pedi um com café com leite. A Paloma pediu chocolate com pão na chapa, o Fernando café com leite com pão na chapa e a Luiza leite puro com pão na chapa. Só que o pão na chapa veio diferente, não era o mesmo pãozinho que eu recebi. Mas estava muito bom.

Voltamos ao hotel para retirar nossas coisas e o velho Martins reclamou que deixamos a luz acesa e o aquecedor ligado no quarto… Disse que entrou no quarto para apagar/desligar, mas que não mexeu em nada…

Do hotel fomos ao magnífico Museu do Pão, principal atração de Seia. Fantástico.

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Há uma parte histórica, em que se descrevem os vários tipos de pão e as várias metodologias e tecnologias empregadas na feitura do pão.

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Há uma parte artística, onde verdadeiras obras de arte são exibidas, que foram feitas com massa de pão. Estão ali os bustos de todos os presidentes portugueses, por exemplo, bem como quadros com a palavra “pão” escrita em quase uma centena de línguas.

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Há, também, uma parte pedagógica, onde crianças podem aprender sobre como se faz o pão e criar pequenos quadros com massa de pão.

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Por fim, há uma parte mais comercial: uma loja, uma coffee shop (cafetaria), e um indescritivelmente lindo restaurante.

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Por fora, o ambiente também é lindíssimo. Fiquei impressionado com a criatividade de quem inventou a idéia do museu e planejou e executou a instituição e a instalação do Museu do Pão de Seia. Um tesouro numa cidade pequena pela qual muita gente passa batido sem imaginar o que ali se esconde…

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De Seia subimos a Serra da Estrela de novo. Antes de chegar ao topo, paramos numa barragem (Núcleo de Recreio da Lagoa Comprida), que é uma preciosidade.

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Além da barragem, em si, muito bonita, a vista permite enxergar várias cidades ao longe.

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Há também umas ruínas interessantes. Fiquei intrigado sobre o que teria existido ali antes… 

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Tirei centenas de fotos. Compramos, nas lojinhas dali, um gorro de couro de ovelha, para a Paloma, e um par de luvas de couro de ovelha, para mim. Mas para a Paloma escolher o gorrinho que comprou, experimentou vários… Alegre (Eu comprei o primeiro par de luvas de couro em que botei o olhar…).

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Dali subimos até o topo da Serra da Estrela, passando pela Estação de Esqui que vimos ontem. O topo da serra fica a 1993m, mas consta que Salazar, o antigo ditador português, mandou ali construir uma torre de sete metros, para que a Serra da Estrela passasse a ter uma altitude de 2000m… Quem contou a história foi o Fernando.

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No topo da serra há duas edificações que deveriam ter sido dois observatórios – mas não estão em funcionamento. O restaurante é pobre e as lojinhas superlotadas – o queijo de cabra, os presuntos e os casacos e outros artefatos de couro de ovelha sendo a principal atração.

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Saímos de lá por volta de 17h e chegamos a Lisboa quase cinco horas depois. Bastante trânsito no caminho, no dia final do feriado prolongado do fim/começo de ano.

Depois coloco mais fotos no Facebook.

Em Lisboa, 2 de Janeiro de 2011.

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Quinto dia em Portugal (20110101): Início do Passeio à Serra da Estrela

A Serra da Estrela, no centro-leste de Portugal, é o ponto mais alto do país – onde a altitude chega a cerca de 2000 m. Ali neva no Inverno – e existe uma estação de esqui, na altura dos 1920 m, na estrada N339, antes de chegar ao ponto mais alto da serra, para quem vem de Covilhã. Por sugestão do Fernando e da Marilac, resolvemos ir conhecer o local – e eles, gentilmente, se dispuseram a nos acompanhar. Como o local fica a uns 300 km de Lisboa, resolvemos ir todos em um carro só. Passamos na casa do Fernando em Odivelas às 11h, depois de tomar um gostoso café na Pastelaria e Cafetaria Funchal, já nossa conhecida do outro dia, os apanhamos e nos pusemos na estrada.

A viagem foi agradável. As estradas principais (A1 Norte e A23 Nordeste, na maior parte) são excelentes (a primeira pedagiada: 5,65 Euros) e estavam relativamente vazias.

Por volta das 13h30 paramos para abastecer na A23 e o Fernando programou o GPS para que fôssemos até Vilha Velha do Ródão por uma estradinha cênica secundária (ou seria terciária?). Fomos. A vista era linda – mas a estradinha só tinha uma faixa e ia pela serra. Se encontrássemos um outro veículo (o que felizmente não aconteceu), seria complicado gerenciar a passagem de dois veículos por um espaço tão estreito, e tão perto de bibocas ameaçadoras. Confesso que fiquei meio estressado, mas a Paloma conduziu muito bem.

Finalmente, depois de cruzar a Estrada de Ferro e parar ao lado da ponte sobre o Tejo (ali já chamado de Tejo Internacional, pois estávamos bem próximos da Espanha), onde tiramos belas fotos, chegamos a Vila Velha do Ródão, onde almoçamos muito bem num pequeno restaurante (Varanda da Vila), muito bonitinho – com vista para um lindo vale, margeando o Tejo, onde, infelizmente, uma fábrica de pasta de papel poluía o ambiente com enormes chaminés de fumaça branca. Acho que o restaurante era o único aberto na cidade. Sorte nossa. A comida era boa: bacalhau a lagareiro, para a Paloma e para mim – ela tomando ainda uma sopa, for starters. Vinho de jarra, bom. De sobremesa, pudim de leite condensado.

Depois do almoço, voltamos para a A23, chegamos a Covilhã (cujo centro velho é muito lindinho) e ali começamos a subida da serra… A estrada era estreita, mas de duas faixas de trânsito, uma em cada direção. E estava muito cheia. A essas alturas já era quase 17h, e os carros voltando da estação de esqui formavam uma fila enorme na pista de descida. A pista de subida também estava complicada, porque muitos turistas resolviam parar em um acostamento às vezes quase não-existente, estreitando ainda mais o espaço de rolagem. Paramos duas vezes. Na primeira, tiramos algumas fotos da primeira paisagem de neve que apareceu. Na segunda, paramos perto da estação de esqui. Já estava quase totalmente escuro, nesse momento. Depois de mais ou menos uma hora parados (eu coloquei mais agasalhos, porque estava realmente frio), fomos adiante, em rumo da cidadezinha de Seia (isso mesmo). Para tanto, tivemos de descer quase mil metros de serra (eu estimo), que, depois, amanhã (já hoje, pois escrevo no dia 2, de madrugada), teremos de subir novamente, pois queremos realmente apreciar a paisagem lá em cima à luz do dia.

Em Seia achamos um hotelzinho não mais do que adequado (Residencial Martins). Depois de nos instalar, saímos para jantar, no Restaurante Recanto da Serra, no centro da cidade. Comida boa, estilo caseiro: sopa de cenoura (embora a Paloma garanta que era de couve) e lombo de porco grelhado com bacon, arroz, cenoura e batata frita. Vinho em garrafa, 4,20 Euros. De sobremesa, leite creme. Depois do jantar, andamos um pouco pelo centrinho velho, também muito bonitinho e acolhedor, e viemos para o hotel – onde estamos até agora.

Aos poucos vou colocando as fotos no Facebook. Minha escrita caminha mais rápido do que minha disponibilização de fotos, porque, por exemplo, posso escrever offline, como agora – não há Internet no hotel.

São 5h no Brasil, 7h aqui, do dia 2 de Janeiro, Domingo (embora não pareça, por causa dos feriados de fim de ano). Daqui uma hora, mais ou menos, vou acordar a Paloma. Quem sabe ainda cochilo uma meia hora até então. Acordei às 2h, horário do Brasil, 4h, hora daqui. Tentei tomar um banho há pouco, mas aparentemente o sistema de aquecimento de água é desligado de madrugada… Vamos esperar. Estamos no primeiro andar e o Fernando e a Luiza, no segundo. Nas duas únicas suites (quarto com banheiro privativo) do hotel. Internet, nem pensar.   

Em Seia, 2 de Janeiro de 2011. 

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Quarto Dia em Lisboa (20101231): Zoológico e Réveillon

No dia 31, Sexta-Feira, acordei um pouco antes das 10h. Olhei pela janela e o dia parecia bonito – bem ensolarado. Na verdade, o tempo parecia querer convidar-nos a ir passear no Zoo, que fica pertinho do hotel, em plena zona urbana de Lisboa, ao lado da estação Zoológico do metrô, em Sete Rios. O Fernando e a Luiza haviam elogiado bastante o Zoo, no jantar que tivemos no restaurante indiano em (ou perto de) Odivelas. Já fiquei pelo menos cinco vezes hospedado na região de Sete Rios (Hotel Mercure, Hotel Corinthia [que Deus me perdoe]) e não havia ainda visitado o Zoo, porque, de fora, não parecia grande coisa, inscrutado ali naquele espaço tipicamente urbano.

Acordei a Paloma, algo nem sempre muito fácil, e ela concordou, de bom grado, que um passeio no Zoo seria uma boa idéia. Tomamos banho, nos arrumamos meio preguiçosamente, fizemos nossa contabilidade do dia anterior (usando Quicken), e, um pouco depois das 11 horas, saímos – a pé, naturalmente, pois o local dista não mais de um quilômetro do hotel. O dia, porenquanticamente (como dizia um colega cearense meu,  já falecido), continuava bonito – embora algumas núvens ameaçadoras começassem a aparecer ao longe – mas bem no rumo do local do zoológico.

Antes de entrar no Zoo, propriamente dito, tomamos café numa cafetaria chamada Papazoo, já dentro da área da atração, mas antes de passar pela bilheteria. Em seguida, entramos: 30 Euros a entrada, soma do preço para os dois: 16,50 + 13,50. (Eu pago um preço reduzido por ter mais de 60 anos. A redução, no caso, não foi muito significativa. Na entrada da Torre de Belém e do Museu dos Coches, cidadãos senior pagavam apenas 50% do valor total do ingresso. Já no cinema, a que fomos no dia 30, no Shopping Vasco da Gama, e mencionado no post anterior, a redução também não foi tão significativa). 

Para o site do zoo, visite http://zoo.pt.

O livrinho que recebemos na entrada do Zoo indicava que haveria uma atração dali a pouco (12h15), que o Fernando e a Luiza haviam recomendado bastante: o voo rasante dos pássaros. Caminhamos para lá. Chegando no local, cai uma chuva relativamente forte. Protegemo-nos debaixo de um espaço coberto, com todos os outros que já estavam ali, e esperamos. O rapaz do Zoo observou que, se a chuva continuasse, não haveria o espetáculo, pois as penas das aves ficam pesadas e elas não conseguem voar com controle total. Felizmente a chuva passou em cerca de dez minutos, deram-nos uns sacos de plástico para cobrir os bancos, e o show começou.

Foi realmente lindo.

Dois casais de araras (um de araras azuis e outro de araras vermelhas) deram voos rasantes, das mãos de um treinador para o as do outro, passando por cima da cabeça da gente, bem perto. Lindos os bichos, bem treinados… Em seguida veio um falcão – menor do que eu imaginava que seria um falcão adulto, mas razoavelmente grande, quando com as asas abertas. Esse deu um voo tão rasante que chegou a raspar com os pés na minha cabeça – eu estava de costas para o local de onde ele veio, pois estava focando a câmera no seu ponto de chegada, o outro treinador… Depois veio uma calopsita (acho que é assim que se escreve), que dançou e falou umas poucas coisinhas – sendo, no meu julgamento, o ponto mais fraco do show. Na sequência, uma coruja linda e grande – tecnicamente denominada de buxo, creio. Ela voou por todo lado. Sua envergadura era realmente impressionante. Depois, para encerrar, um tucano, muito simpático, como os tucanos em geral são, que não fez nada de especial a não ser exibir a beleza de seu bico… (Fiquei sem saber se o tucano daqui também é ruim para ganhar eleição, mas…). Ao final, pudemos ficar tirando fotos de perto dos bichos, que ficavam no chão ou nas mãos dos treinadores. Até um simpaticíssimo tatu – pelo que consta, russo – apareceu por lá. Tirei alguns closes realmente fantásticos, especialmente das araras, da coruja (bicho pelo qual tenho uma queda, tanto que dei nome ao sítio de “O Canto da Coruja”), e do tucano.

A partir dali começamos a explorar o restante do zoo. O conceito do local é muito interessante. Tanto quanto possível, os animais ficam em grandes espaços, protegidos dos predadores humanos. Mas podemos chegar relativamente perto deles, em decorrência de um design muito bem feito desses espaços.

O que primeiro nos chamou a atenção, logo no início do passeio, foram os ursos. Um urso menor (seria uma ursa?) estava andando meio inquieto fora da toca (se é esse o nome correto de seu habitat artificial, de alvenaria chapiscada). Já parecia bastante grande. Mas, logo em seguida, vimos o ursão, aparentemente o todo-poderoso chefão da tribo… Enorme!!! No entanto, ele saiu apenas parcialmente da toca dele. Ficou envolvido, por vários minutos, com uma substância que estava no chão e que grudava no nariz dele – algo parecido com um canudinho de bebida meio melecado. Incrível como um bicho daquele tamanho pode gastar tanto tempo brincando com algo tão bobo… Ursos parecem ser animais brincalhões – diferentemente dos leões, por exemplo, acerca dos quais falarei rapidamente em seguida, e que são animais extremamente sérios e compenetrados.

Na sequência vimos leões (diria que havia cerca de uns dez, com dois machos), leopardos, pumas, e outros felinos. Todos tranquilos – exceto no caso de um jaguar preto, que parecia bem inquieto, e que estava em uma jaula enorme, revestida e até mesmo coberta por tela grossa. Nenhuma transa de leão desta vez (diferentemente do que aconteceu em nosso safari na África do Sul, em Outubro de 2010, em que testemunhamos – e documentamos – um casal de leões em pleno ato).

Depois vimos os pesos pesados: elefantes, girafas, rinocerontes, hipopótamos, camelos, zebras, vários tipos de búfalos e bisões… Em todos os casos, havia vários animais em grande quantidade, muito bonitos e aparentemente bastante bem tratados. Girafas, por exemplo, só vimos duas no safari que fizemos na África do Sul. No zoo, aqui, havia nada menos do que nove girafas – duas enormes, que pareciam ser os machos da manada (de novo, tenho dúvida quanto ao coletivo – incrível como a terminologia correta se torna complicada em áreas mais especializadas…). De elefantes, também, havia pelo menos uns seis ou sete. A casa deles estava sendo lavada quando passamos por lá e eles estavam todos de fora, ansiosos para entrar. Ficavam batendo com a testa na porta de entrada – e um deles chegou a ficar quase em pé, apoiando-se na porta de ferro. Testemunhamos dois elefantes fazendo cocô e xixi – algo meio chocante, pela quantidade. (Por sinal, como constatamos na legenda do filme que vimos no Shopping Vasco da Gama, aqui eles escrevem chichi).

Além do setor dos pesos pesados, havia setores de animais menores (viados e assemelhados), répteis, pássaros (flamingos, pavões, pelicanos, e alguns pássaros enormes, de cujo nome me esqueço), macacos (incluindo enormes gorilas e alguns interessantes orangotangos, em espaços relativamente abertos). Um gorilão estava também razoavelmente inquieto, aparentemente incomodado com o funcionário que limpava o corredor da habitação privativa deles, a cujo interior a gente tinha acesso visual através de uma enorme janela de vidro, no andar de cima.

Depois de andar pela maior parte do zoo (havia até mesmo uma fazendinha, chamada de “quintinha”, dedicada às crianças), tomamos uma espécie de teleférico que deu uma volta completa ao zoológico, permitindo-nos ver as coisas por cima. Na verdade, demos duas voltas no teleférico (onde ficávamos em pé, dentro de uma caçapinha). Na primeira, usei a lente telescópica da câmera para tirar alguns closes realmente interessantes. Na segunda, usei a lente normal, para ter também uma visão mais abrangente do ambiente geral do zoo. Há locais em que ele fica realmente grudado em prédios de apartamentos.

Enfim, muito curioso e interessante o que conseguiram fazer dentro da cidade. Provavelmente a cidade cresceu ao redor de um zoológico que, originalmente, estava relativamente fora do espaço propriamente urbano. Mas, depois, a cidade se expandiu e envolveu o zoo – colocando até mesmo uma estação do metrô e de trem ao lado do espaço dos animais. Mesmo assim, o espaço do zoo é suficiente, porque muito bem dividido, para mais de dois mil animais.

Há várias curiosidades, que a gente normalmente não vê em um zoo… Há uma uma lista dos animais que nasceram lá no último ano… E, naturalmente, há uma lista dos animais que morreram no último ano. Há, num canto, um cemitério de cachorros, onde vimos o túmulo (com lápide e texto de despedida) de uma Paloma e de um Oscar. Tirei fotos desses túmulos…

Como muita coisa em Portugal, alguns pedaços podiam estar mais bem cuidados. Mas, no geral, foi uma experiência e tanto. Tirei cerca de 1.200 fotos, das quais selecionei cerca de 220 para colocar no Facebook – algo que não fiz ainda, mas prometo fazer. (A propósito, li que cerca de 100 milhões de fotos são acrescentadas ao Facebook diariamente). ´

[Nota posterior: ao mesmo tempo que coloco no ar este post, coloco as fotos no Facebook – 2/1/11, 23h, hora de Lisboa]

Enfim, valeu, como diz a Priscilla.

Voltando para o hotel, passamos no shoppinho das Twin Towers, do lado do hotel, para comer um lanchinho (meia sopa de pedras para a Paloma, novamente), porque o jantar do réveillon seria meio tarde. Passamos também no supermercadinho (tudo diminutivo por aqui) que fica dentro do shopping e compramos umas besteirinhas de que estávamos precisando também (fio dental, pilhas, etc.).

Por volta das 19h o Fernando e a Luiza passaram no hotel para irmos ao Espaço 20, na Praia de Caparica, perto de Lisboa, mas do outro lado do Tejo, para o nosso jantar de fim de ano. O jantar foi organizado pelo grupo dos professores e alunos da escola de dança que o Fernando frequenta em Odivelas. O local estava bem decorado e havia um bom número de pessoas, vestidas com roupas que iam do sensato ao ridículo. (Incrível como a gente é excelente juiz do ridículo dos outros, mas nem sempre consegue fazer o mesmo em relação ao próprio ridículo. Pior ainda: às vezes acha que está abafando…). Aperitivos e outras bebidas (refrigerante, cerveja, vinho) estavam incluídos no preço bastante acessível, de modo que não gastamos mais do que havia sido previsto (algo difícil de acontecer em festas desse gênero). A DJ era uma espanhola radicada em Portugal, e professora de dança do Fernando.

As beliscações alimentíciais de abertura foram excelentes, a comida foi boa, e, chegando perto da meia noite, serviram champanhe e passas (aparentemente era para comer uma passa a cada badalada da meia noite…). O pessoal dançou bastante, especialmente ao som de música latina. Como sempre, em eventos dançantes, havia uns poucos exibidos. Saímos de lá por volta da uma da manhã – o Fernando e a Luiza ficando mais um pouco (cada casal estava com seu carro, exatamente para permitir isso). Não esperamos o caldo verde que seria servido depois da 1h30.

Por falar em carro, estamos com um Seat Ibiza surpreendentemente bom e espaçoso. Para mim a cor é verde escuro, mas a Paloma provavelmente questionará a minha avaliação da cor (sou péssimo nesse departamento). Como no ano passado, a Paloma é quem dirige, porque estou (vergonhosamente) com a carta confiscada por pontos e vencida. Como ela pegou o gosto pela coisa, temo que dificilmente vá conseguir reassumir, sem disputa, meu posto de principal cinesíforo… Felizmente ela é uma excelente motorista – embora com certa tendência, baseada, parece-me, em excesso de confiança, a correr demais (para o meu gosto e para o daqueles que definiram os limites de velocidade nas estradas…). 

No dia 1o de Janeiro, Sábado, iremos à Serra da Estrela – cerca de trezentos quilômetros de distância, a cerca de dois mil metros de altitude. Vamos dormir por lá e voltar apenas no dia 2, Domingo, à noite.

Eduardo

Em Seia, uma cidadezinha muito charmosa, já na Serra da Estrela, 2 de Janeiro de 2011 (escrevendo já na madrugada do Domingo, enquanto a Paloma dorme tranquilamente, descansando de um dia em que viajamos bastante e vimos muita coisa interessante, como será relatado no devido momento).

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Terceiro Dia em Lisboa (20101230): O Espaço Vasco da Gama

Outro local que eu nunca havia visitado em Lisboa era o que vou chamar de “Espaço Vasco da Gama”. Ele inclui o o Parque das Nações, o Shopping Vasco da Gama, a Estação Oriente, o Pavilhão do Conhecimento (Museu de Ciência Viva), o Oceanario, o Cassino, etc. – tudo perto da Ponte Vasco da Gama sobre o Tejo, ao Norte de Lisboa – literalmente, ao Nordeste – da cidade. Foi ali que teve lugar a Expo 98.

Todo o Espaço Vasco da Gama tem uma arquitetura impressionante, moderníssima. Infelizmente, no dia 30, Quinta-Feira, chovia, e, assim, não pudemos visitar todo o espaço. Limitamo-nos a ficar dentro do shopping – algo que, de resto, tanto a Paloma como eu gostamos de fazer. O problema foi que havia muita gente ali, talvez, como em nosso caso, por causa da chuva que caía fora. Mas, como ficou evidente quando anoiteceu, a decoração de Natal, em meio àquela quantidade enorme de vidros, ficou exuberante. (A Paloma, como acredito já ter dito, adora ver decorações de Natal em espaços públicos e privados).

Felizmente, dada a aglomeração de pessoas nos corredores, o shopping inclui uma Fnac, uma Worten e uma Vobis – lojas âncoras cheias de opções tecnológicas, que, embora também cheias, ofereciam uma espécie de refúgio a quem, como eu, não se sente muito confortável em meio a grandes multidões.

Mas me adianto…

Saímos do hotel por volta do meio dia. A ida até o Espaço Vasco da Gama foi rápida. Morro de inveja do sentido de orientação da Paloma. Em pouquíssimo tempo ela se orienta nos espaços urbanos mais complexos. Também, ter nascido e vivido a maior parte de sua vida em São Paulo ajuda muito… Alegre  (Desculpinha meio esfarrapada, eu sei, mas, fazer o quê? Sempre me perdi bastante no trânsito de Lisboa. Sua organização não bate muito com minha estrutura mental…).

Começamos, no Shopping, comendo algo – uma refeição, digamos, frugal, barata e rápida: sopa de pedras para a Paloma, Pizza Hut para mim (desculpem a minha falta de criatividade, mas em shoppings as opções são meio limitadas – e a Paloma adora a bendita sopa de pedras, cuja história ela contou em um post do blog Diário de Bordo do ano passado; e eu, a bem da verdade, adoro a pizza de pepperoni da Pizza Hut). A propósito, aqui em Portugal, há “combos”, nos restaurantes, que incluem isso, aquilo e uma bebida – e a bebida, no caso, pode ser cerveja – algo que não acontece no Brasil, que eu saiba.

Depois do almoço, rodamos um pouco, pelo shopping. A Paloma comprou uns óculos que estava querendo há tempos. (Na verdade, comprou um, pelo preço normal, e ganhou um segundo por 15 Euros, além de também receber de brinde um blusão bacana da Ray Ban). Depois da compra dos óculos, eu estava me sentindo um pouco sufocado ali com tanta gente em pouco espaço e, por isso, resolvemos nos esconder, por um tempo, no cinema… Fomos assistir ao terceiro filme da série Meet the Fockers, chamado Little Fockers (Não Há  Família Pior, algo assim, em Português daqui). Achei que seria difícil rir em um terceiro filme da série, mas ele foi muito divertido. Ben Stiller e Robert de Niro roubam a cena (embora com um pouco de overacting, para meu gosto) – muito bem coadjuvados por Dustin Hoffman e Barbra Streisand (que overact ainda mais). O restante é figurante. Mas o filme, no geral, é boa distração. (Para os interessados nessas coisas, e que los hay, los hay, pagamos 10,70 Euros pelas duas entradas – 5,95 e 4,75, respectivamente, o preço da entrada normal e da meia entrada, aplicável a pessoas com mais de 60 anos. O cinema era bom: poltronas confortáveis e espaçosas, som bom. A sala estava cheia na seção das 15h45).

Depois do filme, lojas e mais lojas (especialmente as já citadas e, no meu caso, uma Livraria Bertrand, onde li pedaços de um livro que tem o título de The Rise and Fall of Communism, de um autor chamado Archei Brown, e de outro, uma biografia de Adam Smith, com o título Adam Smith, de autoria de Gavin Kennedy. Resolvi comprar os dois – mas em sua versão em ebook. [Na realidade, ao escrever isto, já comprei o primeiro e até já li mais alguns pedaços, em sua versão para o Kindle, que trouxe comigo]).

Ao final do dia – já bem mais de 20h – comemos mais umas besteirinhas, coroamos o dia com um Häagen-Dazs, e voltamos para casa. O trânsito ao redor do complexo Vasco da Gama estava meio complicado porque aparentemente estava havendo uma corrida de pedestres àquela hora. Pode? Quase às 9h da noite? E na chuva??? E com frio??????

É isso, por hoje. Dia de turismo muito light e basicamente comercial.

Em Seia, 2 de Janeiro de 2011. (Escrevo alguns dias depois, quando já estamos na Serra da Estrela, no coração de Portugal, como ficará claro dos posts seguintes).

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